Posts de dezembro de 2014

Vivendo o que não pode ser vivido #5

Em 07.12.2014   Arquivado em Contos

Finalmente chegamos ao Pedaço do Céu, que por sinal já estava um pouco cheio quando chegamos lá, Flavio Kairo e suas respectivas namoradas, e também havia mais duas meninas que eu não sabia quem eram, chegamos nos cumprimentamos e fui apresento as meninas, uma era bem baixinha tinha o cabelo preto e longo, seu nome era Kamila, e outra era um pouco mais alta e também de cabelos pretos porem não tão longos assim, essa se chamava Carol.
Sentamos e enfim começamos a conversar sobre aleatoriedades, e também começamos a beber.
– Queria dizer que estou feliz por terem me tirado do meu tédio eterno pelo menos nesse final de semana- eu disse em desabafo e também sorrindo dando uma verdade a mais no que eu dizia
– Cara você ta muito emotivo hoje- Rodrigo disse bagunçando meu cabelo.
– Mas pelo menos eu ainda consigo dizer o que eu sinto e entendo bem aquilo que eu quero por mais que eu tenha algum medo eu sei passar o que eu sinto.- Eu disse rápido e sem pegar ar concluir a frase, e ao terminar olhei para Arthur que estava me olhando também.
– Isso, e essa sua mania de falar sem respirar como consegue? É sério eu estou impressionado com isso- disse Kairo fazendo todos rirem.
– Sem contar que mesmo ele falando assim da pra entender o que ele diz, é quase impossível de se acreditar nisso- Arthur disse entrando na brincadeira.
– Parem de zuar com o Rafa,- Kamila falou olhando para todos com cara de brava- Não é só porque ele fala desesperadamente, e ainda faz a parte de interpretação facial mostrando tudo o que está pensando e falando que vocês devem zuar ele- ela finalizou rindo e fazendo com que todos rissemos também.
Continuamos com essas brincadeiras por mais um tempo, até eu ficar queto e me perder em pensamentos.
eu sabia que não devia mas estava feliz por Arthur se sentar ao meu lado, por ele estar ali comigo e como ele mesmo cumpriu a promessa que fez que iria beber comigo, e tudo o que eu pedia para beber ele pedia também, misturando de tudo um pouco, e isso me fazia pensar ainda mais nele, em como ele me fazia bem e em como eu queria estar com ele, bom não só isso eu queria ter algo sério com ele, mas claro que isso seria impossível já que ele não gosta de rapazes, e também, se não fosse isso por que se interessaria por alguém como eu? fiquei pensando nisso e não percebi que estava fazendo uma cara triste e também de dor, afinal sim aquilo doía dentro de mim de uma forma muito grande.
– Rafa ta tudo bem? você ta sentindo alguma coisa?- Arthur me perguntou perto do meu ouvido, pois a música estava alta no local e eu nem tinha percebido que já tinham começado a tocar.
– Sim eu to sim, é só que eu tava pensando em algumas coisas e acabei chegando em assuntos que me fazem sentir triste- eu disse em sinceridade.- mas logo passa pode ter certeza disso- terminei de falar sorrindo
– Ta bom mas se quiser ir embora me avisa que iremos ok?- ele disse olhando diretamente em meus olhos o que me faz sorrir e também me perder dentro daqueles olhos cor de mel, e acabei por concordar com a cabeça.
– Eu já volto- foi a unica coisa que consegui dizer e me levantei e fui em direção ao banheiro.
Fiquei parado me olhando no espelho e vi que estava com aquele maldito sorriso torto estampado em meu rosto, e me condenei muito por aquilo afinal de contas eu acabaria sofrendo com aquilo. Lavei meu rosto, me encarei de novo e disse
– Para com isso Rafa, você pode e vai se controlar, e controlar esse…- as palavras sumiram da minha boca assim que percebi o que iria dizer, foi ai que as coisas começaram a ficar mais complicadas, afinal não bastava ser apenas uma atração tinha que ser sentimento? As coisas já estavam ruins antes agora, estava quase impossível de se resolver. Me olhei de novo e lembrei daqueles olhos no tom de mel, me olhando e sorri.
– Quer saber, vou me permitir sim! Estou gostando mesmo e pronto!- me encarrei um pouco melhor e sai dali.
Estava indo em direção a mesa em que estava quando vi um amigo, e mudei o caminho indo dar um oi e um abraço
– Victor, que saudades de você amigo, nossa quando tempo não te vejo.- eu disso o abraçando.
– Nem me fala Rafa, você sumiu daqui, na verdade sumiu de tudo né? O que aconteceu? Nossa eu estava com muita saudades de você também- ele disse em meio ao abraço.
– Ah, não foi nada de mais, apenas decidi parar de sair e me focar um pouco nos estudos, estava indo muito mal na faculdade para ficar só em festa, então decidi que era melhor focar no estudo.- eu expliquei para ele
– É você ta certo, mas eu não tenho concerto mais, abandonei a faculdade e agora só vivo pra festas- ele disse rindo e eu acabei rindo também.
– Nossa você não tem concerto mesmo, acho que nem morrendo e nascendo de novo vai resolver- eu brinquei e ele riu.
– Mas me fala, você ainda esta solteiro? Tenho um amigo que quer muito te conhecer.- ele me perguntou e aquela pergunta fez meu estomago revirar
– Eu estou solteiro sim Victor, mas eu não quero conhecer ninguém, diz pra ele que estou namorando por favor.- eu pedi querendo me livrar logo daquilo.
– Ai Rafa para com isso é só conhecer não tem nada de mais e ele esta aqui, espera ai que eu vou chamar ele.- ele disse e saiu atrás do tal amigo.
EU olhei para a mesa onde estava os meus amigos e vi que todos conversavam e riam menos Arthur que estava olhando para todos os lados, peguei então meu celular e mandei uma mensagem para ele.
O que você tanto procura olhando para os lados em?
Onde você ta? não estou te vendo!
Eu estou aqui olhando pra você, vim dizer um oi para um amigo e ele me deixou sozinho falando pra eu esperar um pouco, e você não me disse o que tanto procura
Eu estou te procurando, quem mais seria?
:$ sério você esta me procurando? Eu estou do seu lado esquerdo encostado no pilar
Ele levantou a cabeça e olhou para mim sorrindo e voltou a atenção para o celular
Posso ir ai?
É claro que pode estou te esperando, vem logo
Eu vi que quando chegou a minha resposta ele riu, e se levantou. Nesse meio tempo Victor chegou com o tal amigo dele que se chamava Roger, disse oi e apertei a mão dele, apenas para ser cordial, não queria conhecer ninguém, mas também não seria tão mal educado assim.
– Legal você é realmente muito bonito sabia?- Roger disse olhando para mim e mordendo um pouco o lábio.
– Obrigado- foi a unica coisa que consegui falar
– Mas me responde uma coisa você esta solteiro mesmo?- Ele me perguntou, e eu fiquei sem saber o que responder.
– Sim ele esta namorando e tem um namorado muito ciumento por sinal- me assustei, pois não esperava com aquilo e senti dois braços em volta de mim, e olhei para trás era Arthur quem estava ali. eu apenas sorri.
– Ah desculpa então, bom a gente se vê por ai.- Roger disse e saiu dali o mais rápido possível.
Eu comecei a rir de tudo o que tinha acontecido mas Arthur estava sério. Eu então o abracei
– Obrigado por ter me livrado daquele maluco.- eu disse bem perto do ouvido dele.
– Não precisa agradecer, e eu não gostei nada disso!- ele disse mostrando realmente que estava desgostoso com o que viu
– Mas eu não fiz nada, mas espera ai como assim não gostou?- eu perguntei em meio a confusão que estava em minha cabeça
– Ah- ele disse parou um pouco e concluiu- não é nada, mas não gostei da forma que ele estava te olhando, parecia que você era um pedaço de carne.- ele finalizou
– Ta vou fingir que acredito nisso, mas pra mim ta mais é com cara de ciumes.- eu brinquei e ele ficou vermelho com isso.
– Ta bom você venceu é ciumes sim satisfeito?- ele me perguntou virou as costas e saiu andando para fora do bar. Eu estava em estado de choque, e sem reação e só percebi que deveria fazer algo quando ele estava quase chegando em um taxi.
Corri até onde ele estava, e quase cai algumas vezes por sempre ser tão estabanado, e consegui chegar a ele antes que ele entrasse no taxi.
– Arthur espera, não vai.- eu disse em meio a respiração ofegante.
– E por que eu não iria?- ele quis saber
– Me deixa só recuperar o folego e eu já digo o motivo, agora libera esse taxi.- eu disse recuperando o folego. Ele liberou o taxi e se encostou em um muro próximo. Eu consegui voltar ao normal cheguei um pouco mais perto dele
– Vai lá Rafa, vai lá conhecer mais alguém, não precisa ficar aqui comigo. pode me deixar sozinho, não tem problema.- ele disse sério e com cara de bravo. eu apenas sorri olhando para ele
– E você ainda ri disso que eu estou falando?- ele fez menção de quem iria sair dali, e eu em puro instinto apenas, fui pra cima dele e acabei o beijando, sim apenas um selinho, mas que depois foi ficando mais sutil e nossas bocas se movimentavam e as línguas faziam uma verdadeira dança em contato uma com a outra. Encerei o beijo selando a boca dele e me afastei.
– Não, não quero conhecer ninguém, e sim achei engraçado não o fato de você ter sentido ciúmes mas sim da forma que você reagiu, apenas isso, e não que seja engraçado apenas achei legal inesperado, me pegou de surpresa.- eu disse e ele me abraçou.
– Posso te pedir uma coisa apenas?- ele perguntou olhando diretamente dentro dos meus olhos.
– Sim o que?- eu quis saber
– Não conte nada pra ninguém.- ele falou e eu acabei demonstrando uma cara triste.- pelo menos, não por enquanto, pode fazer isso? É importante pra mim.
– OK Arthur eu faço isso, mas já digo que não gosto da ideia de ter que ficar escondendo isso de ninguém.- eu disse um pouco triste e sério.
Ele levantou meu rosto segurando em meu beijo e nos beijamos novamente. ficamos ali abraçados e curtindo o momento até que nos deparamos que nossos amigos estavam nos esperando e teriamos de voltar para a mesa. Eu voltei primeiro e depois Arthur,
– Aonde é que você estavam?- Rodrigo quis saber
– Eu fui ao banheiro e depois encontrei um amigo que não via a tempos e fiquei conversando.- eu me expliquei
– Bom eu fui dar uma volta, ver que tipo de gente vem aqui, e também para pensar um pouco.- Foi a resposta de Arthur
– E vocês acham que eu vou acreditar nisso? Se não querem me falar com quem vocês estavam ficando tudo bem, mas não precisavam contar mentiras- Rodrigo disse rindo de nós, e acabamos rindo
A noite continuou assim num clima de festa alegria e descontração.

(Continua…)

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Vivendo o que não pode ser vivido #4

Em 05.12.2014   Arquivado em Contos

Comi a pizza em total silêncio o que era bem estranho para mim já que eu sempre fui de falar, muito e ao perceber isso tentei voltar ao normal e comecei a falar sobre diversas coisas, até coisas sem sentido apenas para poder falar! Rodrigo e Arthur riram de tudo o que eu falava principalmente quando eu falava sem pausas ou sem puxar o ar, e acabava ficando vermelho. Terminamos de comer e fomos para a sala conversar um pouco, para poder esperar a hora de sairmos.
– Temos mesmo que sair hoje?- perguntei sem ânimo nenhum para sair, estava estampado em meu rosto que eu estava muito cansado.
– Sim nós vamos sair e vamos todos ouviu bem né Rafa?- Rodrigo disse sério olhando diretamente pra mim, eu apenas fiz bico.
– Rodrigo eu também não estava muito afim de sair não, eu estou cansadão de passar a tarde na piscina..- Foi interrompido pelo Rodrigo que falou sério:
– Não me venha com essa também nós vamos sair, nada de tristeza hoje e nada de ficar em casa eu estou falando sério, vamos nem que seja pra ficar no máximo por 3 horas.- ele falou decidido
– Eu ainda prefiro assistir filme, mas como essa vai ser uma batalha que eu vou perder eu me rendo, vamos para onde quer que seja- eu disse nem insistir que não queria mais ir, Rodrigo sorriu em vitória e Arthur ficou sério
– Arthur que aconteceu que você esta sério assim?- Rodrigo peguntou a ele.
– Nada não foi nada, apenas estava pensando em algumas coisas aqui, mas tudo bem vamos logo pra…- ele ficou queto e Rodrigo olhou com cara feia pra ele
– Ah não vocês podem me falar pelo amor de Deus para onde nós vamos? Ou é isso ou eu não saio daqui nem se vocês me arrastarem a força- eu disse sério e irritado
– Ta tudo bem, sabe aquele barzinho que sempre toca Rock ou MPB?- fiz uma cara de confuso pois vieram vários lugares em minha cabeça e Rodrigo continuou- aquele que tem um visual bem anos 90, que você me mostrou e falou que amava ir lá!- eu sorri largamente mostrando o quanto estava feliz por ir lá
– Sim eu amo aquele lugar, mas faz muito tempo que não vou, nem sei se lá ainda é bom, mas eu ainda amo aquele lugar, pela decoração e pela musica.- eu disse lembrando do local.
– Ok agora que minha surpresa já esta estragada podemos ir?- Rodrigo disse fingindo uma falsa tristeza- eu o abracei e agradeci por aquele dia maravilhoso que eu estava tendo.
– Ah, eu tenho participação também viu- Arthur disse do outro lado com uma carranca que me fez rir.
– Não precisa ficar chateado eu também te dou um abraço, e muito obrigado por tudo hoje- disse a ultima parte mais baixo e o abracei também, um abraço um pouco mais demorado que o que dei em Rodrigo, sai do abraço e então percebi o que estava fazendo o que me fez corar e os batimentos do meu coração acelerar de uma forma que parecia que ele ia sair correndo.
Fiamos mais um tempo conversando até que eu tive a brilhante ideia de me levantar ir até o bar que ficava na sala e pegar três copos, coloquei um pouco de gelo e whisky e levei um copo para cada e propus um brinde
– Primeiro a nós- levantei o copo um pouco- Segundo a momentos como esse que fazem a felicidade brotar em nós, ou pelo menos em mim- finalizei e bebi um pouco do conteúdo do copo sendo acompanhados com eles que sorriram pelo o que eu falei
– Rafa, de onde veio essa vontade de querer beber? você não bebe! ou pelo menos não bebia- Rodrigo disse meio confuso.
– Bom, eu bebo de vez em quando, mas hoje eu decidi beber por que, tenho muita coisas na cabeça e estou confuso então é melhor beber e deixar tudo se perder aqui dentro- disse isso batendo a ponta do dedo indicador na lateral da cabeça rindo.
– Isso não é um bom motivo mas, se você esta feliz eu não vou me importar.- Rodrigo disse e terminou de beber seu copo.
– Arthur você não vai beber?- perguntei a ele um pouco baixo para apelas ele ouvir
– Ah, é que eu vou dirigindo e acho melhor não beber- ele me respondeu também falando baixo. eu parei e pensei um pouco então sorri
– Sem essa, você vai beber comigo, e vamos de taxi pronto!- eu falei o encorajando e ele aceitou e bebeu o conteúdo do copo de uma vez só, me fazendo ficar com uma cara de espanto.
– Ué, você não é o único que esta com coisas de mais na cabeça- ele um pouco sério mas riu da cara que eu estava fazendo
– Rodrigo, mudanças de planos- eu disse e ele já foi logo dizendo.
– Sem essa nós não vamos ficar aqui, não adianta vir com desculpa nós vamos de qualquer forma sem essa de não querer ir, não, nós vamos e pronto.- ele disse bravo, eu gargalhei da reação dele
– Não é nada disso nós iremos sim, mas o que eu queria dizer é que nós vamos de taxi para podermos beber tranquilo, e sem correr risco na hora de voltar.- eu disse ainda rindo um pouco da reação exagerada dele
– Sendo assim então vamos ligar logo para um taxi, temos que chegar cedo para pegarmos um bom lugar.- ele disse e já foi ligando para um taxi e ficamos esperando por alguns minutos, até que ele finalmente chegou e partimos para o nosso destino.
Eu ainda não estava acreditando que tinha meu melhor amigo de novo na cidade que estava saindo com ele como se o tempo não tivesse passado, e ainda estava indo junto com Arthur que me fazia esquecer qualquer coisa, mas que nesse momento me fazia ficar com o coração batendo forte e querer pular em seu colo e o beijar. Mas contive toda essa vontade, e também eu estava com uma dúvida, ele parecia que me conhecia um pouco, mas eu nunca conversei com ele no máximo o cumprimentei algumas vezes, nada além disso. Era estranho isso mas mesmo assim não me incomodava muito, afinal poder conhecer ele um pouco melhor fazia eu esquecer isso, por mais que eu tivesse muita vontade de perguntar como ele sabia muito sobre mim eu preferi deixar isso pra lá e apenas aproveitar esses momentos, que para mim poderiam se repedir todos os dias.

(Continua…)

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Vivendo o que não pode ser vivido #3

Em 04.12.2014   Arquivado em Contos

Arthur chegou e reuniu a todos mas antes quis ter certeza de que eu não iria sair para ouvir o que eles conversavam então foi na cozinha novamente e parou na soleira da porta, eu olhei para ele e sorri.
– Algum problema Arthur? Quer alguma coisa da cozinha? – eu perguntei logo de cara até porque não gostava de ninguém na cozinha comigo enquanto eu estava cozinhando.
– Não nada, só vim saber se quer ajuda- ele perguntou e eu logo respondi que não ele apenas assentiu e saiu dali.
Logo ele voltou para perto dos rapazes em fim começou a falar:
– Rodrigo já deve saber mas terça-feira é aniversário do Rafael e eu estava aqui pensando em fazer uma festa surpresa, e convidar a todos os amigos dele, a mãe dele me contou que essa data é muito complicada pra ele desde que o pai faleceu então eu pensei em fazer isso para poder animar ele um pouco, o que você acham?- ele perguntou com uma certa dúvida na voz, porem todos concordaram e já começaram a organizar tudo. Arthur logo disse que seria na casa dele, que era fácil e qualquer pessoa conseguiria chegar lá, e que ele tinha planejado algumas surpresas para o dia mas que todos só ficariam sabendo na hora da festa. Eu percebendo que eles estavam quetos de mais gritei
-RODRIGO VENHA NESSA COZINHA AGORA OU EU JURO QUE JOGO VENENO EM TUDO!!- ele veio correndo e assustado.
– O que foi rafa, que aconteceu?- ele perguntei com uma cara de espanto e eu rindo respondi
– Nada só que esta quase pronto, e acho que vocês estão quetos de mais lá fora e eu estou curioso para saber sobre o que vocês tanto conversam baixo, sabe não da pra ouvir nada daqui- fiz uma falsa cara de triste e ri logo em seguida, ele caiu na risada também e disse que nada de mais, que falavam sobre mulheres e coisas do tipo. Eu fiz uma cara de nojo e ele caiu na risada mais uma vez, e eu desliguei tudo, e fui andando lá pra fora e todos pararam e olharam para mim
– Ué, algum problema eu to sujo?- comecei a olhar para baixo procurando alguma coisa e todos riram- a sim claro muito engraçado fazer isso e ri junto com eles.
Avisei que estava pronto, e pedi para que alguém fosse pegar as panelas pratos e talhares para enfim comermos, o que foi atendido de prontidão por Flavio e Kairo, que não ligaram de fazer isso e levaram tudo para uma mesa perto de onde estávamos. Comemos e ficamos conversando um pouco sobre aleatoriedades, esperando que o sol baixasse um pouco para podermos entrar na água, e claro que todos elogiaram minha comida, afinal eu sempre cozinhei bem e o fazia com muito prazer.
Com o sol um pouco mais baixo eu decidi que já era hora de entrar na água e fui me trocar, e voltei já pulando na água e molhando a todos que reclamaram, mas logo entraram também, e assim começou uma festa que todos estavam esperando afinal o dia estava extremamente quente aquele dia.
O dia não demorou muito a passar e logo o sol já estava indo embora e como ainda estávamos na água eu logo comecei a sentir frio e a bater o queixo porem não queria sair da água, afinal era uma das coisas que me deixava mais leve, como se os problemas não existissem, me afastei de todos que estavam perto conversando e jogando água um nos outros e fui para um canto um pouco escuro dentro da água, Rodrigo percebeu que eu estava longe e ia ver o que tinha acontecido mas Arthur pediu para me deixar ficou só, e eu agradeci mentalmente por isso, realmente precisava ficar um pouco sozinho, mas logo eu estava perdido em pensamentos, em como em menos de um dia Arthur parecia que me conhecia tão bem, como ele poderia saber que eu gostava de ficar sozinho e como ele entendia o que meu corpo dizia antes mesmo de eu falar qualquer coisa, estava perdido em pensamentos, que nem vi que estava tremendo de frio e batendo o queixo novamente, só despertei quando senti um abraço quente por trás que primeiro achei bom porem sai do abraço e me virei de frente e vi que era Arthur, sorri para ele e disse:
– Obrigado por entender que eu precisa ficar um pouco sozinho.- ele sorriu de volta e disse:
– vem cá você esta tremendo de frio deixa eu te esquentar um pouco- disse me puxando e me abraçando, eu fiquei com o rosto colado no peitoral dele e realmente me senti mais quente ouvindo os batimentos do coração dele e também com aquele abraço protetor, sim eu acho que precisava disso, ser protegido por alguém, sentir que alguém estava ali por mim e que eu estaria bem sabendo que tinha alguém ali para poder me dar apoio, e não vi quando algumas lagrimas escorreram pelo meu rosto e ele as limpou.
– Rafa, o que aconteceu? quer falar sobre isso? – ele perguntou olhando para mim e eu apenas neguei com a cabeça querendo dizer que não foi nada, ele me abraçou um pouco mais forte beijou minha teste e afrouxou o abraço e por instinto eu abracei ele que ficou surpreso e olhou para mim, e a vergonha tomou conta de meu corpo me deixando inteiramente vermelho, ele apenas sorriu e me abraçou de novo, mas logo nos separamos
– Obrigado – eu disse um pouco baixo de mais e pensei que ele não teria ouvido.
– Não foi nada- ele disse e saiu me puxando pela mão para perto de todos, onde eles já haviam decidido que iriamos sair, e só avisaram a nós que deveríamos nos arrumar e esperar as coordenadas.
Assim o fiz fui para o banheiro que ficava perto da piscina mesmo e tomei banho um banho quente e demorado, onde todo o meu corpo agradeceu e pode relaxar, me arrumei e sai de lá e apenas Arthur estava lá fora e também pronto, e perguntei se tinha demorado tanto assim, ele disse que não, e que todos tinham ido se arrumar, mas que logo estariam ali. Perguntei pelo Rodrigo e ele me disse que já ia descer, e que tinha pedido uma pizza para comermos antes de sair, e eu agradeci pois minha barriga já reclamava um pouco por eu já estar com fome.

(Continua…)

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