Posts de janeiro de 2015

Vivendo o que não pode ser vivido #10

Em 14.01.2015   Arquivado em Contos

Arthur

Acordei muito animado e ainda lembrando daquele beijo, não consigo acreditar até agora que o Rafael me beijou, ele realmente me beijou, ele tomou a iniciativa quer dizer que ele sente alguma coisa por mim, e isso fez com que minha noite e meu dia já começasse muito bom, a lembrança daquele abraço e daquele beijo me deu um ânimo maior do que eu poderia esperar.
Me levantei da cama e fui fazer minha higiene matinal estava muito animada com com tudo e ainda tinha muito o que preparar, afinal amanhã é aniversário dele e tenho muito o que fazer, muitas coisas a resolver e em tão pouco tempo não acredito que deixei tudo pra ultima hora mas agora não tenho como reclamar tenho que resolver tudo logo, vesti uma roupa peguei o celular a chave do carro e sai de casa. Liguei para rodrigo
– Alo?! Quem me perturba tão cedo?- ele perguntou com voz de sono
– Bom dia Rodrigo levanta logo dessa cama que em dez minutos eu estou ai para te buscar e irmos tomar um café da manhã e sair pra comprar algumas coisas.- eu disse muito animado.
– Nossa parece que alguém acordou muito feliz hoje em.- ele disse com um pouco de mal humor na voz
– Sim muito animado, agora vai logo que já sai de casa
– Ok Ok, eu já estou levantando, mas depois quero saber o motivo desse bom humor todo.
– Na hora certa você vai saber agora vai logo, até
– Ta to indo.
Desligamos e eu fui para a casa dele, cheguei na frente da casa dele e ele já estava lá me esperando.
– Eai cara qual a emergência para me tirar da cama tão cedo?
– Só que amanhã é aniversário do Rafael, e como havíamos combinado de fazer a festa surpresa dele acho que devemos começar a organizar as coisas não?
– Nossa já é amanhã agora que me dei conta
– Pois é eu tava lembrando disso ontem a noite, então como você é o melhor amigo dele achei que gostaria de ajudar nas coisas.
– Ok mas podemos por favor comer alguma coisa e eu preciso de um café para me manter acordado.
– Certo vamos para e comer alguma coisa.
Paramos em uma padaria no caminho para o mercado onde iriamos comprar algumas coisas. E fomos tomar nosso café da manhã
– Então o que faremos? O que vamos comprar?- eu perguntei animado
– Bom vamos comprar primeiro as bebidas, e depois vemos o resto.
– Certo, mas que tipo de bebidas, cerveja? Destiladas? O que?
– Podemos comprar de tudo um pouco, e também temos que combinar tudo com todo mundo. E você já falou com a mãe do Rafa sobre a festa surpresa?
– Então eu vou falar com ela a tarde, acho melhor termos quase tudo arrumado para falar com ela.
– Ok mas você é quem vai falar ok?
– OK agora já que começou e tomou seu café podemos ir?
– Ta bom, vamos logo.
Saímos de lá e fomos direto para o mercado, compramos todas as bebidas quentes. Whisky, Vodka e eu aproveitei e comprei duas garrafas de Tequila.
– Nossa Tequila também?- Rodrigo perguntou surpreso.
– Sim Tequila também, afinal essa aniversário vai ser surpresa então temos que deixar todos bem animados.
– Você ta querendo embebedar alguém para poder pegar é isso?
– Larga de ser idiota cara, claro que não é só que Tequila é muito bom, e eu sei que o Rafael também gosta de Tequila.
– Ta bom então, e pelo visto você e o Rafa tão se dando muito bem né?
– Realmente ele é um cara muito bacana.
Rodrigo só olhou para mim mas não falou nada, e eu deixei esse assunto de lado. Pagamos tudo e fomos deixar tudo na minha casa, Avisei meus pais que iria fazer a festa surpresa pro Rafa lá e eles concordaram com tudo e até começaram a arrumar as coisas na casa para receber todos.
– Nossa seus pais parecem que gostam de uma festa em, agora entendi o motivo da sua animação deve ser de família.
– hahaha, muito engraçado, mas realmente deve ser de família.
– Então já que todos estão ajudando eu posso ir para casa? Assim eu posso ir falando com todos e já organizando tudo pro rafa não descobrir.
– Ta eu te levo em casa até porque tenho que fazer mais uma coisa na rua e depois eu vou ir falar com a mãe do rafa.
– Bora logo então.
Fui deixar Rodrigo em casa e depois fui direto para o shopping tinha que comprar o presente do rafa. Entrei em várias lojas a procura de algo que ele fosse gostar até que encontrei algumas miniaturas de super-heróis, comprei a do Lanterna Verde, Batman e do Super-Man. Sai da loja satisfeito com o que tinha escolhido quando passei na frente de uma loja e tive uma ideia comprei o que queria e sai dali mais feliz do que entrei. Vi que horas eram e decidi ir para casa, afinal já estava chegando perto da hora do almoço e logo iria falar com a mãe do Rafa sobre a festa e ver com o Rodrigo quantas pessoas iriam para a festa surpresa. Afinal ainda teria que comprar o bolo.
Almocei e fiquei pensando em como iria falar com a mãe do Rafa sem ele perceber. Acabei dormindo, e acordei já era final de tarde, e não tinha falado com ela ainda. Levantei e fui tomar um banho rápido. Sai e fui direto para a casa do Rafa, liguei algumas vezes mas ele não atendeu. Liguei então para o Rodrigo
– Hey Rodrigo, sabe do Rafa?
– Não, por que?
– Estou ligando pra ele ma ele não atende, e estou indo lá agora falar com a mãe dele.
– Eu vou tentar ligar aqui pra ele, se ele não atender eu ligo pra mãe dele e vejo se ela esta em casa e te aviso.
– Ok eu já sai de casa então liga rápido ai.
– Já to ligando, até.
Desligamos e eu peguei o caminho mais longe para a casa do Rafa, afinal não sabia se teria alguém em casa, Meu celular tocou e era Rodrigo
– Fala ai rodrigo
– Consegui falar com a mãe dele, ela esta em casa, mas o Rafa saiu e não levou o celular.
– Ta bom, já estou chegando na casa dele, mas você avisou que eu estava indo?
– Avisei ela já esta te esperando.
– Obrigado viu, e depois te ligo pra saber quantas pessoas vão, para poder comprar o bolo.
– Ta bom, e boa sorte ai, e reza pra ele não chegar e ouvir tudo.
– Pode deixar, até.
Quando desliguei já estava na frente da casa do Rafa, respirei fundo, desci do carro e apertei a campainha, logo a mãe do Rafa apareceu com um sorriso encantador, e eu sorri para ela também.
– Boa noite Arthur, entra por favor.
– Boa noite Dona Marina.- E fui entrando na casa, me sentei no sofá e antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ela me disse.
– Aconteceu alguma coisa com o Rafael?- ela perguntou um pouco preocupada
– Não nada por que?
– É que ele saiu daqui um pouco estranhando e parecia um pouco perturbado pensei que tinha acontecido algo por isso você tinha vindo.- ela disse como um desabafo e menos preocupada
– Não não, eu vim falar sobre o Rafa na verdade, quero dizer amanhã é o aniversário dele não é?
– É sim, por que?
– Então é que eu e o Rodrigo estamos organizando uma festa surpresa pra ele lá em casa, e queria saber da sua opinião sobre isso, e também convidar você e a família para ir.
– Eu acho uma ótima ideia, acho que isso vai anima-lo muito, como eu te disse da última vez, depois da morte do pai dele ele não gosta muito de comemorar o aniversário, mas acho que isso iria fazer muito bem a ele.
– Então nos já compramos quase tudo e amanhã terminaremos de organizar tudo. E eu queria sua ajuda para ele não descobrir, mas eu não sei como fazer isso.
– Podem deixar comigo que eu consigo prender ele aqui, e não deixem ninguém ligar pra ele no máximo mandem mensagem no celular.
– Ok vou avisar ao pessoal para não estragarem tudo. Ah eu também queria saber qual o tipo de bolo que ele gosta. para encomendar pra amanhã a noite.
– Ele gosta muito de bolo de chocolate com morango, mas se quiser eu posso fazer.
– Seria bom, mas com vamos fazer pra ele não ver o bolo? Queria que tudo fosse surpresa. A senhora poderia fazer o bolo lá em casa?
– Posso sim só vou precisar dos ingredientes, e serão para quantas pessoas?
– Vou ligar para o rodrigo e ver isso agora mesmo.
Liguei mas ele não atendeu, liguei de novo e quando a ligação ia cair ele atendeu.
– Oi Arthur tudo certo?
– Tudo certo rodrigo e já sabe quantas pessoas vão?
– Bom até agora 20 pessoas, mais você seus pais, seu irmão e a mãe do rafa.
– 26 pessoas contanto com o rafa então?
– Isso mesmo.
– Ok obrigado, amanhã te ligo pra gente terminar de organizar tudo, e por favor avisa a todos para não dar mancada sobre a festa.
– Pode deixar. Até amanhã.
– Até
Desliguei o telefone e sorri para mim mesmo afinal tudo estava dando certo até o momento.
– Bom pelo visto até agora 26 pessoas.- ela disse feliz.
– isso mesmo, mas o Rafa tem irmãos? Tios? Alguém que ele queira que tivesse na festa?
– Tem sim acho que poderíamos colocar 30 pessoas então, vou fazer a lista do que vou precisar para fazer para 30 pessoas e amanhã eu vou lá, você só vai precisar me passar o endereço.
– OK eu vou hoje mesmo comprar tudo, e amanhã é só arrumarmos tudo.
Peguei a lista dos ingredientes e passei o meu endereço para ela. Ficamos ali mais um tempo conversando até que vi que já estava ficando muito tarde.
– Nossa, Dona Marina eu preciso ir se não não compro nada hoje, olha a hora já são 21:40 e eu nem vi a hora passar.
– Realmente, já esta tarde e nada do Rafael voltar, bom eu vou ficar esperando ele chegar e amanhã vou lá então para fazer o bolo.
– Tudo bem eu vou ficar esperando a Senhora lá, e se puder me avisa quando o Rafa chegar?
– Aviso sim pode deixar.
Me despedi dela com um abraço e fui a procura de tudo para fazer o bolo no dia seguinte.

(Continua…)

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Vivendo o que não pode ser vivido #9

Em 13.01.2015   Arquivado em Contos

Fiquei pensando naquele beijo e na promessa de quenos veríamos em breve, que até tinha esquecido de algumas coisas, que é claro iriam vir a tona a qualquer momento, mas eu não esperava que fosse assim logo ao eu acordar.
Eu estava sentado na cama já com lágrimas escorrendo pelo rosto, só de lembrar da falta que ele me fazia e que em um dos dias que era muito especial para mim ele não estaria ali para comemora-lo comigo. Sim era a falta de meu pai que estava me afetando e que estava me fazendo ficar tão triste. Me obriguei a levantar da cama fechar a janela cortinas e trancar a porta, não queria falar e nem ver ninguém, desliguei também o celular, aquele era o meu momento de ficar sozinho e não importava quem estivesse atrás de mim, nada iria mudar, eu não iria sair daquele estado com facilidade, embora eu saiba que isso não me faz bem, mas mesmo assim eu não conseguia lutar, eu não era forte o suficiente para isso.
Fiquei sei sentado na cama sem me preocupar com a hora ou qualquer outra coisa, não fui incomodado por ninguém, decidi que iria sair pelo menos para beber um pouco de água, e também deixaria que entrasse um pouco de sol no quarto, para ver se as coisas mudavam um pouco, mas para a minha surpresa já estava quase anoitecendo, e eu não tinha percebido o tempo passar, fiquei parado olhando pela janela o por do sol, e lembrei de momentos bons e de coisas boas que por mais que me fizessem mal também me faziam muito bem, fiquei ali em total nostalgia com meus pensamentos, vi a noite chegar e decidi que se tinha algo que meu pai não gostaria de ver era eu triste, então decidi que iria sair. Sai de frente da janela fui para o banho fazer minhas higienes e tomei um banho quente e demorado, me vesti com uma calça de moletom e uma camiseta qualquer calcei meu tênis e decidi que esta mas que ótimo. finalmente destranquei a porta do meu quarto, e fui direto para a cozinha, bebi quase dois litros de água e respirei fundo. fui procurar minha chave e lembrei que estavam na minha mochila, mas nem isso iria me impedir de sair de casa, fui para sala onde minha mãe assistia alguma coisa na tv.
– Mãe eu to saindo e se alguém perguntar por mim bom diga apenas que eu sai, não estou com minha chave e também não estou levando o celular. chego ainda hoje, não precisa se preocupar.- eu disse tudo sem ela nem ao menos precisar perguntar e sai de casa, eu realmente precisava sair de casa, andar precisava fazer qualquer coisa que ocupasse a minha mente naquele momento. Peguei meu mp3 coloquei meu fone de ouvido e isso foi como se eu tivesse me desligado do mundo sai andando sem rumo e sem pensar em nada, apenas andando sem um destino certo, apenas andando sem pensar em nada nem ninguém. Fui me dando conta de onde estava chegando quando parei para me sentar, e vi que estava em uma praça que costumava ir quando estava com raiva ou triste, não tinha calculado que iria para lá apenas fui, deve ser uma daquelas coisas fazemos no automático e realmente foi, fiquei sentado por algum tempo ali. Me levantei e sai correndo, algumas lágrimas escorriam de meus olhos mas eu não me importei com isso sai correndo mesmo estando com a visão um pouco turva, não queria mais ficar ali, não queria sentir o que eu estava sentindo. Não estava me importando com mais nada naquele momento nem com cansaço ou outra coisa do tipo, eu só queria me sentir livre, ou me libertar de tudo aquilo que eu estava sentindo.
Corri sem olhar para os lados ou para qualquer pessoa que estivesse passando ao meu lado eu queria que tudo aquilo saísse de mim assim como o suor saia da minha pele. Quando finalmente parei estava com boa parta da camiseta que usava molhada, e também estava muito ofegante e exausto, não sabia se conseguiria voltar para casa andando, mas como sai sem nada teria que ser dessa forma e assim o fiz dessa vez mais consciente do caminho que eu estava fazendo, quando cheguei em frente de casa vi que minha mãe ainda estava acordado o que significava que eu não tinha demorado muito, pelo menos eu pensava isso. Abri o portão e entrei, fui abrir a porta mas estava trancada. Bati na porta e logo minha mãe apareceu e a abriu para mim me olhou um pouco assustada com a aparência em que eu estava mas não falou nada apenas deu abertura para que eu entrasse dentro de casa, entrei e fui direto a cozinha e passando em frente a um espelho que tinha na sala queria ver como eu estava, e quando me olhei tomei um grande susto, eu estava completamente molhado, com os olhos vermelhos e inchados o que indicava claramente que eu estava chorando. Fui para a cozinha bebi bastante água e então fui direto para o meu quarto afinal era claro que eu estava precisando de um banho, tomei um dos banhos mais demorados da minha vida, sai do banheiro vesti uma calça de moletom e uma camiseta branca, peguei meu celular apenas para ver que horas eram e me assustei ao saber que eram 22:00 e me assustei mais ainda ao ver que tinha dez chamadas perdidas três recados na caixa de mensagem e vinte mensagens, fiquei olhando para a tela do celular e pensando se veria quem me ligou ou de quem era as mensagens, fiquei ali parado um tempo e decidi que sim eu veria quem queria falar comigo. AS ligações eram quase todas de Rodrigo mas tinha algumas do Arthur também, as mensagens já eram quinze delas de Arthur e o restante de Rodrigo, os recados eu não iria escutar afinal não queria falar com ninguém. E também não iria ler as mensagens se não eu iria acabar respondendo a todos.
Decidi então que iria dormir, mesmo sem sono eu tentaria dormir, conectei meu mp3 a caixinha de som dele e coloquei para tocar numa altura que não incomodasse ninguém, apaguei a luz do quarto e deitei na casa e fiquei ali olhando para o teto tentando não pensar em nada, não sei que horas dormi, apenas dormi, sem me dar conta.

(Continua…)

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Vivendo o que não pode ser vivido #8

Em 07.01.2015   Arquivado em Contos

Peguei o celular e olhei para o visor, vi que era uma mensagem do Arthur e isso me deixou com um sorriso no rosto, e nem percebi que minha mãe estava ali na sala me olhando.
– Pelo visto chegou uma boa noticia para esse sorriso todo ai- ela disse brincando comigo, e eu logo fiquei vermelho com isso- não precisa ficar com vergonha também não se pode nem brincar que você fica vermelho é?- ela terminou de dizer e começou a rir
– Ah mãe, é que eu me assustei só isso, e não sei se é uma boa noticia ou não porque ainda não abri a mensagem, vou fazer isso depois, agora preciso de um banho.- eu disse indo para o meu quarto, mas parei no meio do caminho me virei para minha mãe e perguntei- Quando o almoço fica pronto?
– Daqui a pouco eu começo a pensar o que vou fazer, se tiver com fome deve ter algo para comer lá na geladeira.- Ela disse rindo ainda
– OK, obrigado, vou tomar meu banho e desço para comer alguma coisa.- eu falei e subi as escadas que davam para o meu quarto.
Tomei meu banho que foi demorado por sinal, vesti uma roupa qualquer de ficar em casa, coloquei e celular para carregar e desci para enfim comer algo.
Abri a geladeira e comecei a montar um sanduíche para mim, que acabou sendo muito saudável, com muito verde e quase nada de queijo ou presunto. Comecei a comer e logo minha mãe pareceu na cozinha para conversar um pouco.
– Então sairão ontem a noite?
– Sim vamos para o Pedaço do Céu- eu respondi de boca cheia
– Que bom você gosta de lá nunca entendi o motivo de ter parado de ir pra lá, e por favor não preciso ver a comida sendo mastigada por você- ela disse a última parte fazendo uma careta.
– Tudo bem eu vou tentar não falar de boca cheia, e realmente eu parei de ir pra lá mas nem eu sei o motivo de nunca mais ter ido lá, mas deve ser por que eu quase não tenho saído.- eu falei divagando em lembranças
– Deve ser assim vai acabar mais velho do que eu, onde já se viu até eu saio mais de casa que você menino- ela disse para me provocar
– Claro eu sou um rapaz direito não fico por ai na rua, você deveria ficar muto feliz por isso!- eu disse fazendo uma careta
– Oh claro que sim, eu agradeço mesmo, mas sair também faz bem sabia?
Eu apanas assenti com a cabeça, e a conversa acabou por ali, terminei de comer, e subi para o meu quarto, deitei na cama pensei em pegar o celular mas acabei ligando o computador e fui assistir alguns filmes, e acabei dormindo. acordei com o celular tocando, era Rodrigo quem ligava
– Alo?- eu disse com a voz rouca e baixa
– OI RAFA ONDE VOCÊ TA?- ele disse gritando do outro lado da linha
– ham? Eu to em casa onde mais eu estaria?- eu perguntei confuso
– Ah e por que motivos você só me atende na decima ligação?
– Vejamos, pelo simples fato de eu estar dormindo?
– Ta ok, dessa vez passa mas agora que já acordou, da pra pegar o celular e ver as mensagens que te mandei e me responder? Eu vou ter que desligar então leia e me responta logo.
Não tive tempo nem de responder ele já tinha desligado, sentei na cama e fui ver as mensagens e vi também que tinha 2 ligações perdidas de Arthur.
– Bom eu vou ver as mensagens e já ligo pra ele e vejo o que foi.- eu disse em voz alto como se estivesse afirmando aquilo para alguém que não eu mesmo.
Abri as mensagens de rodrigo que só perguntou onde eu dormi e porque tinha ligado pra ele tão cedo. Também tinha uma mensagem de Arthur que lembrei que era de manhã e que até aquele momento eu não tinha aberto a mensagem.
“Bom dia Rafa, eu não consegui falar isso antes de você entrar, até porque parecia que você estava correndo de mim, mas então eu vou dizer aqui, eu quero te ver hoje e vou na sua casa mais cedo do que tinha falado então por favor esteja me esperando. Vou ai as 16:00”
Li a mensagem e ruborizei com ela, e olhei a hora no celular e vi que faltavam dez minutos para as quatro da tarde, então pulei e fui direto para o meu banheiro tomei um banho rápido, escovei meu dente, e escolhi uma roupa qualquer e me vesti, e gritei para minha mãe que se Arthur chegasse ela podia falar pra ele vir direto pro meu quarto, que eu estava assistindo seriado.
Coloquei um seriado que eu já tinha assistido só para passar o tempo, porque se eu ficasse parado muito tempo iria ficar mais nervoso do que já estava, e acabei me distraindo nem vi quando Arthur chegou e entrou no meu quarto, só me dei conta quando o episódio acabou e fui colocar o próximo.
– AAAAAH, meu Deus Arthur oque você ta fazendo aqui? e quando foi que você entrou que eu não vi? A quanto tempo você ta parado ai?- eu terminei meu questionário ofegante pelo susto
– Eu estou aqui a dez minutos e vi que você realmente se concentra quando esta assistindo alguma coisa, e eu cheguei tem mais ou menos meia hora, mas fiquei lá em baixo falando com a sua mãe. e como você não descia nunca ela falou para eu subir.- ele respondeu, e depois ficou rindo da minha reação
– Isso por que eu falei pra ela falar pra você subir assim que chegasse.- eu falei forçando para a respiração voltar ao normal.
– Mas então onde esta minha mochila?- perguntei e ele fez uma cara de quem tinha esquecido de algo.
– Acho que esqueci ou no carro ou lá em casa.- ele disse coçando a nuca, eu olhei pra ele e não consegui segurar o meio sorriso que se formou nos meus lábios
– Tudo bem acho que da tempo de eu ir lá buscar.- eu disse rindo- agora senta aqui que eu quero assistir esse Episódio que é um dos que eu mais gosto.- eu disse batendo no lugar ao meu lado da cama, ele então se sentou do meu lado e ficamos ali assistindo até que minha barriga fez barulho e eu fiquei com vergonha por ter sido um barulho muito alto.
– Acho que tem alguns monstro no seu quarto que esta com fome viu.- ele disse rindo
– E tem mesmo e esse monstro esta dentro de mim.- eu disse focando o nada- Deve ser porque eu só comi de manhã quando cheguei em casa.- eu disse ruborizado
– Então vai se arrumar que nós vamos sair para comer alguma coisa- ele disse já se levantando da cama
– Nem pensar, eu vou é descer até a cozinha e fazer algo para nós três comermos e depois vou voltar aqui pro quarto e terminar de assistir esse seriado- Eu disse olhando sério para ele
– Ok não vou insistir para sairmos até por que sua comida é muito boa- ele disse sorrindo
– Certo então, vamos lá pra cozinha
– O que eu não acredito você vai me deixar ficar na cozinha enquanto você prepara algo para nós?- ele me perguntou incrédulo com aquilo
– Claro que sim desde que você não me atrapalhe, agora vamos logo antes que eu mude de ideia.- eu disse puxando ele pelo braço
Chegamos na cozinha e eu fui vendo o que iria fazer e decidi que iria fazer uma macarronada vegetariana, preparei todos os ingredientes e comecei o preparo do jantar. Demorou um pouco mas ficou pronto, coloquei a mesa e nós três sentamos para comer
– Nossa o cheiro esta muito bom parece até que alguém esta inspirado hoje pra cozinhar- minha mãe disse me provocando apenas olhei de canto de olho mas não falei nada
– Cheirando ta mas quero ver é se esta gostoso mesmo- Arthur disse rindo também e entrando na onda da minha mãe
-Ta certo agora vocês vão se juntar contra mim? E tem outra ambos sabem que eu cozinho muito bem então podem parar com isso.- eu disse fazendo bico.
Servi Arthur minha mãe e finalmente me servi e começamos a comer, todos em silencio, e aquilo estava me matando.
– Então não vão falar nada? Esta bom, ruim, sem sal, muito sal? Falem alguma coisa isso ta me matando.- eu perguntei aflito
– Esta muito bom, mas poderia ter um frango ou uma carne- minha mãe disse para implicar
– Se tivesse algo assim não seria vegetariana né mãe.- eu disse rindo e ela riu junto comigo
– Bom eu posso dizer que esta muito bom, e olha que eu não gosto tanto assim de verduras e coisas do tipo, mas isso aqui esta uma delicia.- Arthur disse colocando mais um pouco de comida na boca e fazendo uma cara de quem estava provando a melhor coisa do mundo, me fazendo rir com isso.
O jantar terminou silencioso e eu peguei tudo para lavar, e minha mãe tomou de minha mãos tudo e disse para eu aproveitar a noite. Olhei para ela e sorri. e voltei para a sala onde Arthur estava
– Então senhor eu não gosto muito de verduras e coisas do tipo, vamos terminar de assistir o seriado?
– Eu tinha uma ideia melhor mas como eu sei que você não vai querer sair de casa.
– E qual era a sua ideia?
– Ia falar pra irmos ao cinema pegar uma sessão.
– Ah eu até queria mas hoje eu realmente quero ficar em casa e nada nem ninguém vai me fazer sair daqui.- eu disse cruzando os braços
– Ok vamos lá assistir o seriado e ficar em casa.
– Ah eu acho que vou pegar um pouco de suco pra gente.
– Pode deixar eu pego, vai lá arrumando tudo pra gente pode assistir- ele disse indo em direção a cozinha.
Não demorou muito ele chegou e começamos a assistir o seriado e logo eu estava quase dormindo de novo deitado do ombro dele.
– Se você vai dormir eu acho que vou embora.- ele disse fazendo menção de quem iria levantar, e eu num reflexo abracei ele
– Não eu não to dormindo- falei muito rápido e ficando vermelho- fica mais um pouco.
– Mas você ta com sono e amanhã é segunda acho que você tem que trabalhar não?- ele perguntou meio confuso.
– Não eu não tenho que ir trabalhar porque eu não trabalho.- eu ri da cara que ele fez pra mim- o que não adianta fazer essa cara eu realmente não trabalho e não tenho vergonha nenhuma disso.
– Mas deveria sabia? Que coisa deixar sua mãe te sustentar- ele disse mostrando que não gostou de eu não fazer nada.
– Ta eu logo logo começo a trabalhar melhor?
– Um pouco mas então acho melhor eu ir.
– Não vai não senhor sequestrador de mochilas, me lembrei agora que você esta com ela.- eu disse cruzando os braços.
– OK vamos lá ver se esta no carro e qualquer coisa eu já te entrego ela se não na próxima vez que eu vir aqui ou você for me ver eu te entrego.- ele disse sério
– Então vamos lá.- falei me levantando.
Saímos em direção ao carro, e ele destravou e começou a procurar, mas nem sinal da mochila.
– É parece que ela ficou lá em casa mesmo- ele disse com um sorriso no rosto
– Então quer dizer que minha mochila realmente foi sequestrada?- eu perguntei rindo- E porque você esta rindo ai? não me venha falar que é da minha piada até porque ela não teve graça nenhuma.
– Não é isso é só que agora eu tenho mais um motivo para poder te ver logo.- dessa vez foi ele quem ruborizou, o que o deixou ainda mais bonito do que já era, se é que isso é possível
– Não precisa de motivos pra me ver é só vir me ver ou falar que quer me ver que a gente se vê ué, simples assim.- eu disse rindo, e ele ficou ainda mais vermelho
– Tudo bem então, bom acho que já vou indo.- ele disse isso e voltou para o carro.
– Ei espera um pouco ai- eu disse puxando ele pelo braço, e o abracei e não resisti e o toquei nossos lábios e fui retribuído, e ele iniciou o beijo e logo estamos ali presos em um beijo calmo. paramos de nos beijar quando o ar se fez necessário, olhei pra ele e por mais que quisesse pedir para ele ficar eu ainda queria ficar sozinho Apenas olhei ele nos olhos.
– Até logo então?!- eu disse olhando fixo nos olhos dele
– Até logo então!- ele me respondeu com um sorriso nos lábios.
Selou meus lábios e entrou no carro e foi embora e eu fiquei ali parado com um sorriso bobo estampado no rosto.

(Continua…)

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