Vivendo o que não pode ser vivido #4

Em 05.12.2014   Arquivado em Contos

Comi a pizza em total silêncio o que era bem estranho para mim já que eu sempre fui de falar, muito e ao perceber isso tentei voltar ao normal e comecei a falar sobre diversas coisas, até coisas sem sentido apenas para poder falar! Rodrigo e Arthur riram de tudo o que eu falava principalmente quando eu falava sem pausas ou sem puxar o ar, e acabava ficando vermelho. Terminamos de comer e fomos para a sala conversar um pouco, para poder esperar a hora de sairmos.
– Temos mesmo que sair hoje?- perguntei sem ânimo nenhum para sair, estava estampado em meu rosto que eu estava muito cansado.
– Sim nós vamos sair e vamos todos ouviu bem né Rafa?- Rodrigo disse sério olhando diretamente pra mim, eu apenas fiz bico.
– Rodrigo eu também não estava muito afim de sair não, eu estou cansadão de passar a tarde na piscina..- Foi interrompido pelo Rodrigo que falou sério:
– Não me venha com essa também nós vamos sair, nada de tristeza hoje e nada de ficar em casa eu estou falando sério, vamos nem que seja pra ficar no máximo por 3 horas.- ele falou decidido
– Eu ainda prefiro assistir filme, mas como essa vai ser uma batalha que eu vou perder eu me rendo, vamos para onde quer que seja- eu disse nem insistir que não queria mais ir, Rodrigo sorriu em vitória e Arthur ficou sério
– Arthur que aconteceu que você esta sério assim?- Rodrigo peguntou a ele.
– Nada não foi nada, apenas estava pensando em algumas coisas aqui, mas tudo bem vamos logo pra…- ele ficou queto e Rodrigo olhou com cara feia pra ele
– Ah não vocês podem me falar pelo amor de Deus para onde nós vamos? Ou é isso ou eu não saio daqui nem se vocês me arrastarem a força- eu disse sério e irritado
– Ta tudo bem, sabe aquele barzinho que sempre toca Rock ou MPB?- fiz uma cara de confuso pois vieram vários lugares em minha cabeça e Rodrigo continuou- aquele que tem um visual bem anos 90, que você me mostrou e falou que amava ir lá!- eu sorri largamente mostrando o quanto estava feliz por ir lá
– Sim eu amo aquele lugar, mas faz muito tempo que não vou, nem sei se lá ainda é bom, mas eu ainda amo aquele lugar, pela decoração e pela musica.- eu disse lembrando do local.
– Ok agora que minha surpresa já esta estragada podemos ir?- Rodrigo disse fingindo uma falsa tristeza- eu o abracei e agradeci por aquele dia maravilhoso que eu estava tendo.
– Ah, eu tenho participação também viu- Arthur disse do outro lado com uma carranca que me fez rir.
– Não precisa ficar chateado eu também te dou um abraço, e muito obrigado por tudo hoje- disse a ultima parte mais baixo e o abracei também, um abraço um pouco mais demorado que o que dei em Rodrigo, sai do abraço e então percebi o que estava fazendo o que me fez corar e os batimentos do meu coração acelerar de uma forma que parecia que ele ia sair correndo.
Fiamos mais um tempo conversando até que eu tive a brilhante ideia de me levantar ir até o bar que ficava na sala e pegar três copos, coloquei um pouco de gelo e whisky e levei um copo para cada e propus um brinde
– Primeiro a nós- levantei o copo um pouco- Segundo a momentos como esse que fazem a felicidade brotar em nós, ou pelo menos em mim- finalizei e bebi um pouco do conteúdo do copo sendo acompanhados com eles que sorriram pelo o que eu falei
– Rafa, de onde veio essa vontade de querer beber? você não bebe! ou pelo menos não bebia- Rodrigo disse meio confuso.
– Bom, eu bebo de vez em quando, mas hoje eu decidi beber por que, tenho muita coisas na cabeça e estou confuso então é melhor beber e deixar tudo se perder aqui dentro- disse isso batendo a ponta do dedo indicador na lateral da cabeça rindo.
– Isso não é um bom motivo mas, se você esta feliz eu não vou me importar.- Rodrigo disse e terminou de beber seu copo.
– Arthur você não vai beber?- perguntei a ele um pouco baixo para apelas ele ouvir
– Ah, é que eu vou dirigindo e acho melhor não beber- ele me respondeu também falando baixo. eu parei e pensei um pouco então sorri
– Sem essa, você vai beber comigo, e vamos de taxi pronto!- eu falei o encorajando e ele aceitou e bebeu o conteúdo do copo de uma vez só, me fazendo ficar com uma cara de espanto.
– Ué, você não é o único que esta com coisas de mais na cabeça- ele um pouco sério mas riu da cara que eu estava fazendo
– Rodrigo, mudanças de planos- eu disse e ele já foi logo dizendo.
– Sem essa nós não vamos ficar aqui, não adianta vir com desculpa nós vamos de qualquer forma sem essa de não querer ir, não, nós vamos e pronto.- ele disse bravo, eu gargalhei da reação dele
– Não é nada disso nós iremos sim, mas o que eu queria dizer é que nós vamos de taxi para podermos beber tranquilo, e sem correr risco na hora de voltar.- eu disse ainda rindo um pouco da reação exagerada dele
– Sendo assim então vamos ligar logo para um taxi, temos que chegar cedo para pegarmos um bom lugar.- ele disse e já foi ligando para um taxi e ficamos esperando por alguns minutos, até que ele finalmente chegou e partimos para o nosso destino.
Eu ainda não estava acreditando que tinha meu melhor amigo de novo na cidade que estava saindo com ele como se o tempo não tivesse passado, e ainda estava indo junto com Arthur que me fazia esquecer qualquer coisa, mas que nesse momento me fazia ficar com o coração batendo forte e querer pular em seu colo e o beijar. Mas contive toda essa vontade, e também eu estava com uma dúvida, ele parecia que me conhecia um pouco, mas eu nunca conversei com ele no máximo o cumprimentei algumas vezes, nada além disso. Era estranho isso mas mesmo assim não me incomodava muito, afinal poder conhecer ele um pouco melhor fazia eu esquecer isso, por mais que eu tivesse muita vontade de perguntar como ele sabia muito sobre mim eu preferi deixar isso pra lá e apenas aproveitar esses momentos, que para mim poderiam se repedir todos os dias.

(Continua…)

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