Vivendo o que não pode ser vivido #6

Em 06.01.2015   Arquivado em Contos

Estávamos todos um pouco Alegres de mais, e quando vi que horas eram decidi que já era hora de ir embora, olhei para Arthur que estava apenas olhando a todos conversarem e falei em seu ouvido
– Arthur, já quero ir embora, e acho que já estou alegre o suficiente pra essa noite. Ele apenas olhou para mim e assentiu.
Ele foi andando até o Rodrigo e disse alguma coisa que eu não consegui ouvir, rodrigo apenas assentiu e ele voltou até onde eu estava e disse
– Vamos? O rodrigo vai ficar mais um pouco, então só pegaremos sua mochila e meu carro amanhã- eu assenti e me levantei, despedi de todos que estavam ali e fomos atrás de algum táxi.
– Arthur, vamos pra onde? eu estou sem minha chave de casa- eu disse um pouco envergonhado.
– Vamos lá pra minha casa então- ele disse sorrindo.
– Ah não, eu vou ficar com vergonha melhor ficarmos mais um pouco- ele olhou para mim sorriu, tocou em meu rosto e me beijou, um beijo calmo e cheio de carinho. Sorri após o beijo ter terminado e vi que ele sorria também.
– Não vamos fazer nada, não precisa ficar preocupado vamos apenas dormir, no máximo que vou fazer vai ser te abraçar.- Ele disse ainda sorrindo para mim, eu ruborizei e assenti.
Pegamos um táxi e fomos para a casa dele, chegamos e fomos direto para a cozinha, me sentei em uma cadeira e fiquei olhando Arthur que estava olhando o que tinha na geladeira. Fiquei ali admirando e sorrindo sozinho, quando me dei conta ele já estava sentado do meu lado e comendo um sanduíche, olhei e ri um pouco alto ele ruborizou e perguntou se eu queria um, apenas neguei com a cabeça e continuei rindo. ficamos ali por um tempo a mais conversando e então fomos para o quarto dele.
– Por favor não repara na minha bagunça, mas sabe como é né? meio difícil deixar tudo organizado- ele disse meio nervoso.
– Claro que eu vou reparar em tudo- eu disse apenas para provocar, e ele ficou um pouco tenso com isso.
– Seja o que Deus quiser- ele disse por fim e abriu a porta, olhei e o quarto estava impecável, fiquei muito surpreso mas claro que não ia demonstrar isso, e quando me virei para falar com Arthur era ele quem estava surpreso.
– Ué que aconteceu? esse não é o seu quarto?- eu perguntei
– Não é isso, e sim esse é o meu quarto só que eu não esperava que ele estivesse assim arrumado- ele assumiu- Deve ter sido a minha mãe, acho que ela arrumou tudo já que eu sai de manhã e só cheguei agora acho que ela teve bastante tempo para arrumar tudo isso aqui.- Ele disse meio que em dúvida.
– Que lindo sua mãe arrumou o seu quarto, pensa pelo lado bom, eu estou aqui e seu quarto arrumado, uma boa impressão não acha?- eu olhei para ele e sorri
– Claro que sim- ele disse e me puxou para perto dele pela cintura, me assustei e tentei sair de perto dele, mas ele me apertou ainda mais perto dele.
– Sua mãe pode aparecer ai a qualquer momento.- eu disse exasperado ele sorriu me deu um leve beijo nos lábios e me soltou.
– OK você tem razão, mas saiba que logo isso vai mudar me entendeu?- ele disse olhando fixamente em meus olhos, o que me fez tremer e ficar muito feliz. Apenas assenti e fui em direção a cama dele me jogando nela.
– Ei garotão, não vai tomar banho não?- Ele me perguntou achando graça do que eu fiz.
– Querer eu não queria não, mas fazer o que acho que preciso.- falei e me levantei.- Onde fica o banheiro e onde tem uma toalha pra eu me enxugar?
– vem eu te levo lá- ele disse me puxando pela mão,- pronto aqui é o banheiro e tem uma toalha aqui- ele disse se abaixando na pia e pegando uma para mim.- Agora gostaria de saber se você não quer ajuda no banho- ele disse isso rindo me fazendo ficar vermelho.
– Não, não preciso de ajuda, e acho que você deveria é tomar um banho gelado viu.- eu disse completamente ruborizado e fechando a porta atrás de mim.
tomei meu banho calmamente me enrolei na toalha e voltei para o quarto dele.
– Arthur por acabo você poderia me emprestar um short para eu dormir?- perguntei meio sem jeito.
– Claro que sim- ele se levantou da cama pegou um short e me deu, e saiu em direção ao banheiro, eu vesti o short, que claro ficou um pouco folgado em mim. e me deitei na cama, peguei meu celular e fiquei mexendo nele até ele voltar, o que não demorou muito.
– Rafa- ele me chamou e eu bloquei o celular e olhei para ele- Nossa não precisa largar o celular também- ele riu e continuou- eu só queria um beijo antes de dormir.
Olhei para ele e sorri, me aproximei mais dele na cama e o beijei, um beijo calmo e delicado.
– Assim eu vou ficar mal acostumado- ele disse pra mim sorrindo.
– Pode ficar mal acostumado então, seu bobo, mas agora vamos dormir.- eu disse dando mais um beijo nele. Após o beijo acabar me virei de costas para ele me cobri e fechei os olhos, por mais que estivesse com sono, a felicidade que eu tinha ali dentro do meu peito não iria me deixar dormir assim com tanta facilidade, fiquei ali sorrindo sozinho no escuro e lembrando dos momentos que estava tendo e mal podia acreditar que eram todos reais.
– Rafa ta acostado ainda?- ele me perguntou com uma voz baixa.
– To sim Arthur por que ?- perguntei sem me virar para ele.
– É que eu queria saber uma coisa- ele disse e antes que eu pudesse perguntar ele continuou- eu posso te abraçar?
Eu sorri mesmo sabendo que ele não poderia ver e respondi- Claro que pode- ele então passou o braço por mim, e eu o segurei, e assim acabei dormindo mais rápido do que achei possível.

(Continua…)

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